Viagem pela antiguidade e pelas obras-primas: British Museum e National Gallery

Se você tivesse uma oportunidade para voltar no tempo, para conhecer um período da história, qual escolheria? É claro que nenhuma máquina do tempo vai surgir nos próximos dias, mas visitar o British Museum pode fazer o turista ser transportado para uma outra era. Um convite a um um passeio incrível pela antiguidade. E o mais importante, sem precisar pagar nada e com wi-fi liberado para postar tudo.

O museu fundado em 1.753 fica na Great Russell Street e a estação mais próxima é a Russell Square. O British Museum, conforme informação do site, possui mais de 8 milhões de peças em exposição de todos os continentes. Por isso, é importante que o visitante priorize os tema de interesse para que o passeio não se torne cansativo. Definir as salas essenciais vai tornar a visita mais dinâmica e interessante.

Na nossa visita, resolvemos focar na Grécia, Roma e Egito.

O British Museum guarda preciosidades gregas originais, como os mármores de Elgin do Parthenon. Apenas metade da estrutura original foi preservada ao longo da história. Uma parte está em Atenas e a outra foi levada ao museu inglês.

O cotidiano das civilizações gregas e romanas é um ponto muito curioso a ser observado. As peças contam como eram as festas, os casamentos, além dos instrumentos usados na medicina, na cozinha e até para maquiagem na época. O teatro, os jogos, a música e as lutas também não ficam de fora.

A circulação pelo museu é tranquila, apesar da quantidade diária de visitantes. O espaço fica um pouco mais concorrido nas salas dedicas ao Egito, uma das mais populares do museu. Por ali, alguns quadros com objetos contam como era a vida dos egípcios. Em uma das seções, por exemplo, é possível ver as ferramentas usadas para fazer desenhos e escritas nas paredes, os famosos hieróglifos. A Pedra da Roseta, um importante fragmento egípcio, também pode ser apreciada.

Mas é na coleção de múmias que o local se torna ainda mais interessante. As tumbas e pessoas mumificadas deixam um clima de mistério no ar. Como era possível fazer aquilo? E como tudo segue praticamente intacto até hoje? As respostas também podem ser encontradas por ali.

Mesmo elegendo três épocas de interesse no começo da visita, resolvemos estender o passeio até as duas salas que retratam a Mesopotâmia (6.000 ac – 1.500 ac), território onde hoje está o Iraque e que é considerado o berço da civilização.

Esta área nos surpreendeu e acabou se tornando o grande destaque para nós. Por lá, há peças da Assíria e da Babilônia, assim como referências à Torre de Babel. Há ainda uma biblioteca com livros gravados em tabuletas de argila, o Código de Hamurábi e fragmentos com escrita cuneiforme, um dos mais antigos tipos de escrita da humanidade.

O British Museum tem entrada gratuita, assim como a maioria dos museus de Londres. Pede-se, porém, para que os visitantes doem 5 libras ao museu para ajudar na manutenção do mesmo. Quem não pode ou não quer contribuir, pode colaborar pagando 2 pounds pelo mapa do local. Vale lembrar que os pagamentos não são obrigatórios. Nos museus que visitamos optamos por fazer a doação pelo mapa, assim contribuimos pelo menos um pouco para que essas atrações tão fantásticas continuem em atividade.
Casa das obras-primas

É na Trafalgar Square, um importante ponto de concentração londrino, que está outro museu fundamental para quem visita Londres: a National Gallerry. A casa das grandes pinturas também tem entrada gratuita e wi-fi. As coleções estão divididas em quatro partes, com quadros que vão do século XIII ao XX.

Estar frente a frente a obras-primas que sobreviveram ao passar dos séculos é fascinante. Uma experiência enriquecedora poder ver detalhes minunciosos de cada quadro, de autores tão famosos. A distribuição das salas permite identificar a evolução da arte. As pinturas criadas para altares de igreja, com referências bíblicas, deram espaço a representações mitológicas e depois a paisagens e cenas do cotidiano.

A galeria do “Primórdios da Renascença” traz entre os pintores famosos Leonardo, Rafael, Boticelli e outros tantos italianos. Em seguida está a sala do “Auge da Renascença e Maneirismo”, com obras de Michelângelo e Ticiano. Rembrandt e Caravaggio podem ser vistos na parte do “Barroco”.

Porém, a grande concentração de turistas mostra que a grande atração do museu é a ala destinada ao “Rococó, pós-1800, Impressionismo e Pós-impressionismo”. É por lá que estão clássicos de Van Gogh, Monet, Cézanne e Goya. Os Girassóis – de Van Gogh – está instalado na última sala do roteiro para fechar a visita em grande estilo.

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