Pompeia mostra a capacidade do homem e a força da natureza

A erupção do Vesúvio no ano de 79 d.C. devastou uma das mais importantes cidades do Império Romano e criou um cenário extraordinário no sul da Itália. Visitar Pompeia é ter uma aula viva de como há milênios o homem consegue se organizar e como a força da natureza pode ser implacável, fazendo um povo inteiro sucumbir de um instante para outro.

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Pompeia ficou esquecida por séculos. A erupção do Vesúvio cobriu a cidade de rochas e cinzas. Os primeiros vestígios só foram encontrados em 1748 e desde então o processo de restauração tem sido constante. Por isso, por lá, é comum ver os arqueólogos trabalhando em busca de coisas novas.

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Caminhar pelo imenso parque arqueológico é ser transportado ao cotidiano de uma típica cidade do Império Romano. Uma das áreas mais interessantes, o Fórum era o centro da vida pública com teatros, mercados, templos, lojas, termas e aquedutos.

 

Do Fórum é possível ter uma visão privilegiada do Vesúvio. Um exercício assustador é imaginar como os moradores encaravam o vulcão, afinal, ele estava há 900 anos adormecido antes da tragédia. A erupção lançou fragmentos em chama de pedra-pomes sobre a cidade. O chamado lapíli destruiu e ao mesmo tempo conservou muito daquilo que ficou por baixo.

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Entrar nas casas é um dos principais atrativos. É interessante observar cada detalhe das construções, ver as pinturas, esculturas e mosaicos que foram preservados. No fim de 2015, seis residências conhecidas como “Domus”, entre elas a de um rico comerciante, foram reabertas para visitação dentro do trabalho persistente de recuperação.

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O Lupanare era onde funcionava o bordel de Pompeia. O Teatro Piccolo, o Teatro Grande e o Anfiteatro mostram como a arte era presente na vida dos moradores. Outra área curiosa para visita é o Thermopolium di Vetutius Placidus, onde funcionava um restaurante quase nos moldes que conhecemos hoje.

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A parte mais chocante da visita é passar pelo Orto dei Fuggiaschi. Lá estão expostos moldes de gesso com os restos mortais de algumas vítimas da catástrofe. As pessoas ficaram preservadas com a exata expressão do momento da morte. É sinistro!

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Como chegar

O caminho mais fácil para chegar ao sítio arqueológico é partindo da Estação Central de Nápoles. Pegue o trem da Circumvesuviana para Sorrento e desça na estação Scavi-Villa dei Misteri. O trecho leva cerca de 35 minutos para ser feito e custa 2,30 euros. O bilhete pode ser comprado direto na estação. Depois é só olhar o horário do próximo trem, confirmar o número da plataforma e embarcar. A entrada é pela Porta Marina, que fica a poucos metros da saída da estação.

Preço e orientações

A visita ao patrimônio mundial pela Unesco custa 13 euros. Quem quiser mais detalhes durante o passeio pode adquirir o audioguia, que custa 6,5 euros. Um mapa entregue na entrada também ajuda a se locomover por toda a área.

Explorar Pompeia exige pelo menos 3h de muita caminhada. Então, use um calçado confortável, leve água e algo para se alimentar entre uma pausa e outra. Protetor solar e óculos escuro também são essencias nos meses mais quentes.

História completa

Quem quiser saber mais sobre Pompeia pode dar uma esticada até o Museu Arqueológico de Nápoles. Lá estão expostos muitos objetos encontrados nas escavações das cidades atingidas pelo Vesúvio. Vale a pena entrar na parte chamada de Gabinete Secreto. As salas guardam algumas esculturas e pinturas eróticas que deram a Pompeia a fama de devassa. Muito curioso!

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Herculano

Quem tem fascínio por história pode visitar o sítio arqueológico de Herculano. A cidade também foi destruída pela erupção do Vesúvio e historiadores dizem que ela, apesar de menor, era ainda mais próspera que Pompeia. As duas escavações podem ser vistas no mesmo dia, mas isso vai exigir um pouco de fôlego. A entrada em Herculano custa 11 euros. No entanto, um tíquete combinado de 22 euros, que vale por três dias, pode ser a melhor opção para quem que ver tudo com calma. A linha do trem para chegar lá é a mesma de Pompeia. A descida é na estação Ercolano Scavi.

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