Exótica e surpreendente: conheça a Amazônia

Conhecer a Amazônia é conhecer um novo Brasil. Rica em paisagens incríveis e sabores exóticos, a a Floresta Amazônica proporciona uma experiência única aos visitantes e deveria ser parada obrigatória de todos os brasileiros.

Quando ir

Há calor e umidade o ano todo, porém, costuma-se falar em duas estações: seca e chuvosa. A seca vai de junho a novembro e a chuvosa de dezembro a maio. Na seca, o nível dos rios é baixo, o que torna possível ao observar as marcas da água nas casas de palafitas e nas árvores. Já na cheia, onde o nível da água pode subir até 10 metros é possível navegar entre as copas das árvores o que também deixa a viagem interessante.

Paisagem da Amazônia na época da seca. Nas cheias, as águas alcançam as marcas nas árvores

Onde ficar

A principal porta de entrada dos turistas para a Amazônia é Manaus. Por isso, muita gente acaba optando por ficar hospedado na capital do Amazonas e fazer passeios a partir de lá. Outra alternativa bacana são os hotéis de Selva, que ficam realmente no meio da floresta. Essa opção é mais cara, mas permite um contato maior com a natureza, além de ser mais prático na hora de fazer os passeios.

Fui para a Amazônia em 2014 a convite da Iberostar para fazer uma reportagem para a Folha de Londrina e fiquei hospedada no Grand Amazon, um navio projetado especialmente para navegar pelas águas dos rios Negro e Solimões.

Assim como a maioria dos hotéis de selva, o Grand Amazon já inclui na diária as refeições e os passeios, o que acaba compensando quando se calcula o preço “por fora” desses itens.

Grand Amazon

No Iberostar Grand Amazon, a ideia é poder curtir a paisagem e o contato com a natureza sem perrengues. As cabines são superconfortáveis, com televisão e ar-condicionado e o navio conta com piscina, bar e restaurante. O sistema all-inclusive também ajuda no quesito conforto e há várias opções de passeios todos os dias. Durante os passeios, os grupos saem em lanchas e são sempre acompanhados por guias. As saídas acontecem do Porto de Manaus. É possível passar três noites navegando pelo rio Solimões, como eu fiz, ou quatro no rio Negro.

Passeios

Um passeio clássico para quem visita a Amazônia é a pesca esportiva de piranha. Munidos de carne vermelha, os turistas pescam essa espécie de peixe carnívoro, tiram fotos exibindo os afiados dentes das piranhas e devolvem os animais para a água.

Outro passeio bacana é a focagem noturna de jacaré. Aqui a locomoção por si só já é uma atração. Andar de lancha à noite, no meio da imensidão do Solimões, somente com a luz de um farolete e de uma lanterna é incrível. Aproveite para apreciar o céu estrelado e o silêncio quase perturbador da floresta.


Confesso que fiquei um pouco apreensiva, principalmente ao ver o “balé” das rãs em frente ao barco (elas pulam muito e eu morro de medo de rã), mas valeu muito a pena. Para localizar os jacarés, os guias apontam uma lanterna para as margens dos rios. Em contato com a luz, os olhos dos jacarés brilham no escuro e parecem duas bolinhas verdes.

Normalmente os guias escolhem jacarés pequenos para serem capturados, mas chegamos a ver algumas espécies bem grandes durante o passeio. Já com o bicho nas mãos, o guia deixa os turistas tocar e até pegar o animal.

Em algumas localidades, espécies de macacos também podem ser vistas de perto pelos visitantes

Outro passeio que permite um contato próximo com os animais acontece no Rio Negro. É lá que vivem os botos-cor-de-rosa, que adoram se exibir para os turistas. Já nas trilhas na floresta – que ocorrem em uma selva secundária e com caminhos pré-determinados – é possível descobrir alguns segredos da floresta e encantar-se com a sabedoria da natureza. Por fim, não deixe de apreciar o famosíssimo encontro das águas.

Vida nas águas

Um dos passeios mais interessantes, porém, principalmente para quem se interesse pelo modo de vida na Amazônia, é a visita a casa do caboclo. Ali, é possível entender um pouco da dinâmica da vida de quem vive nas vilas formadas às margens dos rios ou nas próprias águas em casas flutuantes.

Vila de moradores às margens do Rio Solimões

Como o rio Negro é ácido, a maioria das famílias vivem na região do Solimões, que tem uma água mais rica e, consequentemente, o solo mais fértil. Por lá, o rio são as ruas e avenidas e são em barcos que funcionam os postos de combustíveis e os mercados, por exemplo.

A vida nos rios também exige muito sacrifício dos moradores. Durante as cheias, apesar das palafitas, as águas acabam subindo além das estruturas do chão das casas. Com isso, os moradores são obrigados a realizar a “maromba”, que nada mais é do que o ato de erguer toda a mobília das residências. Ainda assim, eles não reclamam. Para a população ribeirinha, a seca é sinônimo de menos acesso, menos trabalho e menos comida.

Culinária local

Uma das coisas mais interessantes em uma viagem é conhecer a culinária local. Na Amazônia isso não é diferente. As dezenas de espécies de peixes diferentes são a base da gastronomia local e um show à parte na visita. Não deixe de experimentar os pratos com tambaqui, tucunaré e pirarucu, assim como as frutas exóticas como noni, ingá e tucumã.

Prato com costela de tambaqui

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