David, de Michelangelo, é o maior tesouro da Galleria dell’Accademia em Florença

Berço do Renascimento, Florença é destino ideal para quem é apaixonado por arte. Algumas das obras mais geniais já feitas pelo homem estão em exposição na adorável cidade da Toscana, na Itália. A talvez mais emblemática delas, o David, de Michelangelo, pode ser vista na Galleria dell’Accademia. A escultura é responsável por mover uma multidão de turistas todo ano até o local.

Não é desprezo para as outras obras apontar que a maior parte das pessoas vai até a Galleria dell’Accademia apenas para contemplar o David. O realismo da estátua impressiona. Por isso, encarar longas filas e dividir o espaço com muita gente pode ser comum a quem visita o museu.

Por sorte, conhecemos o espaço na baixa temporada, na primeira metade de dezembro. Compramos o ingresso sem passar por fila e conseguimos explorar a galeria com muita tranquilidade. Isso permitiu gastar um bom tempo observando cada detalhe da escultura.

O David, de Michelangelo, é realmente de tirar o fôlego. Os mais de cinco metros da obra são carregados de intenso realismo e sutilezas. É possível perceber cada detalhe do corpo, músculos, expressões e até as veias dos braços. Fazendo uma comparação, é como se um atleta musculoso de verdade estivesse se exibindo aos visitantes.

Michelangelo Buonarotti trabalhou na estátua entre 1501 e 1504. O David foi esculpido em um único bloco de mármore, o que torna tudo ainda mais espetacular. Por mais de 300 anos ele ficou exposto ao ar livre em frente ao Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria, e se transformou em um símbolo da força e liberdade de Florença.

A peça foi transferida para galeria em 1873 e hoje ocupa o centro da principal tribunal sob uma claraboia. A posição de destaque e o efeito da luz natural produzem novas perspectivas. Cada ponto em que você se encontra no prédio é uma forma diferente de apreciar a beleza da obra.

Outras esculturas de Michelangelo

A Galleria dell’Accademia tem ainda outras esculturas de Michelangelo. Algumas peças inacabadas, também esculpidas a partir de um único bloco de mármore, mostram a genialidade do trabalho do mestre.

As obras podem ser vistas na ala conhecida como Hall dos Prisioneiros. O nome remete ao projeto iniciado para o túmulo do Papa Júlio II della Rovere. O salão é um aperitivo e caminho até o David instalado no final do corredor.

Pintores famosos e mais obras para admirar

O interessante do museu é que por não ser muito grande é possível passar por todas as alas sem pressa e observar com calma detalhes de cada obra. Como por exemplo a escultura “O Rapto das Sabinas”, de Giambologna. A peça pode ser vista já na entrada da galeria e remete a uma lenda do início da história de Roma. Mover-se ao redor da escultura permite ao visitante captar cada ponto de vista da obra.

As pinturas estão espalhadas pelos salões, especialmente no segundo piso, que destaca artistas florentinos do período entre 1370 e 1430. Passagens bíblicas, como a “Coroação de Maria” e o “Massacre dos Inocentes”, são temas para alguns dos mais belos quadros. Os nomes de mais apelo em exposição são Andrea Orcagna, Taddeo Gaddi, Domenico Ghirlandaio, Filippino Lippi e Sandro Botticelli.

Como visitar a Galleria dell’Accademia

Passeando a pé por Florença é a melhor forma de chegar até a Galleria dell’Accademia. O museu fica localizado na Via Ricasoli, 60.

A entrada na bilheteria sai por 8 euros. A dica para quem vai viajar na alta temporada e não quer perder tempo nas longas filas é adquirir o tíquete pela internet. A compra vai sair alguns euros mais cara pela taxa de reserva.

Fique atento ao horário de abertura da galeria e também sobre exposições temporárias. O importante é não deixar de conhecer o David, de Michelangelo.

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