Como é voar de TAP entre Amsterdã e Lisboa

Seria uma viagem comum não fossem os ataques terroristas do dia anterior em Paris, na França. O primeiro dos nossos dois trajetos aéreos durante nosso mochilão pela Europa foi marcado por muita tensão. Mesmo chegando no aeroporto de Amsterdã com uma antecedência além do recomendado, nós só conseguimos passar por todo esquema de segurança pouco minutos antes do embarque do voo da TAP para Lisboa.

aeroporto schiphol amsterda viajenoblog

A escolha da passagem

A grande dúvida no início do planejamento da nossa viagem era como construir um roteiro dinâmico focado principalmente na economia com transporte. Depois de passar por Inglaterra e França, a nossa incerteza era se da Holanda partiríamos para a Alemanha ou tentaríamos um voo para Portugal. Após várias considerações ficou decidido então que iríamos para Lisboa.

O caminho seguinte foi pesquisar passagens de avião entre as capitais holandesa e portuguesa. A primeira opção, claro, foi em companhias de baixo custos, as conhecidas low cost. Ainda que com os preços atrativos, a escolha dessas companhias não pareceu um bom negócio e isso pode servir para outras viagens.

O primeiro motivo é que os voos de companhias mais baratas geralmente saem de aeroportos secundários, um tanto fora de mão dos principais centros. A outra razão é que elas cobram pela bagagem despachada.

O passageiro pode embarcar com apenas uma mala de mão que não pode passar do padrão definido pela empresa. Isso é seguido com rigor, ou seja, você paga a mais se passar da regra, deixando sua viagem mais cara.

Durante a consulta, tivemos uma grata surpresa ao conferir o preço dos bilhetes no site da TAP, companhia aérea portuguesa. A passagem estava R$ 267,46 cada uma já com as taxas e franquia de bagagem. Não tivemos receio e fechamos o negócio. A compra foi feita no dia 6 de junho em um voo para o dia 14 de novembro.

aeroporto lisboa viajenoblog

O voo entre Amsterdã e Lisboa

Mal imaginávamos mais de cinco meses antes que nosso voo coincidiria com os ataques à capital francesa. Depois de acompanhar as terríveis notícias no hostel, sabíamos que o esquema de segurança no Aeroporto de Schiphol, nos arredores de Amsterdã, seria rigoroso. Por cautela chegamos 3h antes do horarário da saída do avião.

O check-in e o despacho da duas mochilas no balcão da TAP foi tranquilo. O clima foi quebrado ao passarmos pelo raio-x para entrar na sala de embarque. O rigoroso aparato verificava minuciosamente cada bagagem de mão. A nossa, por exemplo, eles retiraram todos os objetos.

Todos os passageiros eram submetidos a escaneamento corporal e em seguida ainda passavam por uma revista. Isso tudo somado à forte presença de militares armados. O rígido protocolo fez com que se formasse uma longa fila que andava com lentidão.

Dentro da sala de embarque, percorremos o longo terminal até o portão indicado do nosso voo. Foi questão de minutos para que os funcionários da TAP começassem a chamar os passageiros.

Dentro da aeronave o clima de tranquilidade voltou e permaneceu durante as 3h de voo até Portugal. No trajeto foi servido um lanche de queijo, bebida e salada de frutas. Além de suco, água e refrigerante, havia opção de cerveja (Sagres) e vinho. Vale destacar o bom humor e a prestatividade da tripulação.

Em solo português, não demoramos muito para receber as bagagens. Uma estação do metrô já na saída do Aeroporto de Lisboa facilitou o deslocamento até o centro da capital portuguesa. Compramos o bilhete no terminal de autoatendimento e partimos pela linha vermelha até o local da nossa hospedagem.

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