Budapeste: história, arquitetura e passeios incríveis a preços modestos

Bastam poucas horas em Budapeste para entender porque a capital da Hungria é considerada a “Pérola do Danúbio”. Linda, fascinante e riquíssima em história, Budapeste tem ainda a vantagem de ser uma das capitais mais baratas da Europa. Como o euro ainda não chegou por lá – apesar da cidade já fazer parte da União Europeia – os preços são superconvidativos, tornando a experiência ainda mais bacana para mochileiros e viajantes econômicos como nós.

A Europa acessível

Alugar um flat pelo Airbnb a um ótimo preço na Europa pode ser corriqueiro, mas alugar um apartamento com quarto, sala, cozinha e banheiro – todos super espaçosos e ainda perto de um dos principais pontos turísticos da cidade – só é possível em Budapeste. Pagamos 33,57 euros por dia em um apartamento muitissimo confortável a menos de cinco minutos da Basílica de Santo Estevão na semana do Natal.

Para quem ainda dúvida da capacidade econômica de Budapeste pode conferir o nosso “ranking Big Mac” da viagem, com o preço do lanche famoso do Mc Donald’s nas principais cidades da Europa.

Por esse motivo, quem tem compras para fazer na viagem, pode reservar um dia de compras em Budapeste. Mesmo as redes de lojas presentes em todo o continente como Zara e H&M, por exemplo, têm preços mais competitivos na cidade.

Budapeste: beleza que enche os olhos

Mas nem os preços baixos conseguem chamar mais atenção do que a beleza de Budapeste. A arquitetura é linda e cada ponto turístico de tirar o fôlego. Não deixe de visitar a Ponte das Correntes à noite e apreciar, de Peste, o encanto da própria ponte e do Castelo de Buda, do outro lado do Danúbio. Próximo do rio, o Bastião dos Pescadores também chama atenção todo iluminado, assim como o Parlamento, a poucos metros da margem. As imagens são dignas de deixar Paris, a ‘verdadeira’ cidade-luz, com inveja.

Mas não é só à noite que Budapeste impõe sua beleza. De dia, caminhar pela cidade proporciona surpresas agradáveis como encontrar com uma das diversas estátuas espalhadas pela cidade. As imagens retratam desde Ronald Regan até anônimos e proporcionam fotos bem bacanas.

Quem curte passeios tradicionais, mas também construções imponentes, deve inserir na lista os termas da cidade. Os banhos nas águas terapêuticas ocorrem em diversos endereços da cidade – sempre de arquitetura surpreendente – e são extremamente relaxantes. Para quem visita Budapeste nas estações mais frias, o passeio é ainda mais interessante. Veja aqui como foi a nossa experiência em uma piscina termal de 40ºC com a temperatura externa próximo de zero.

Percorrendo Budapeste de metrô

Ainda que andar a pé para descobrir os segredos de Budapeste seja importante, percorrer caminhos pelo metrô da capital húngara também é obrigatório. O metropolitano da cidade é o segundo mais antigo da Europa (só perde para o famoso tube, de Londres) e te leva para diversos pontos da cidade. O passeio pela linha M1, a mais antiga e que percorre do início ao fim a Avenida Andrassy – a Champs-Élysées de Budapeste – tem estações e trens retrôs, que de certa forma te transportam para a história da cidade.

Cidade que respira história

História, aliás, não falta para Budapeste. A cidade, que viveu anos terríveis durante a segunda guerra mundial, foi libertada do regime nazista após a chegada dos comunistas. Porém, o que seria o fim de um período terrível se tornou o início de mais uma época sombria, uma vez que como parte da União Soviética, os cidadãos continuaram a ser perseguidos, presos e torturados. Esses dois períodos da história são muito bem retratados na House of Terror, uma espécia de museu que conta como era a vida em Budapeste durante os regimes nazistas e comunistas.

Outro ponto turístico bacana para quem se interessa pelo comunismo é o Memento Park. O local fica fora do centro de Budapeste, mas pode ser acessado facilmente por transporte público (leia aqui), traz diversas estátuas do período que, após o fim do regime, foram retiradas da cidade. Uma das mais intrigantes tem apenas as botas de Stalin que, sozinhas, medem 2 metros. Essa foi a única parte que sobrou da estátua, que foi destruída pela população.

Diante da história tão recente de sofrimento, é surpreendente ver como Budapeste é vibrante, cosmopolita e aberta às novidades.

*Imagens: Arquivo Pessoal e Pixabay

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